João Alves-Carita

2012 / 27 Setembro

Xutos & Pontapés – O Sangue da Cidade (com Pacman)


Algumas considerações
Sobre a capital
Já foi do Império
Hoje é de Portugal

Como todas as outras
Tem monumentos
Pedras a quem alguém deu uma certa forma,
Um certo olhar

Tomemos uma do chão, perdida
Podemos considerá-la domesticada
Essa pedra ontem foi livre
Hoje é da calçada

As pessoas,
As pessoas são o sangue da cidade
Sem elas no centro o centro morre
O centro é caro, o centro caro, o centro é bastante caro!

Mas parece seguro,
Bom, já nada é seguro hoje em dia
As pessoas, as pessoas circulam como o sangue
As pessoas são quentes como o sangue
As pessoas transportam coisas como sangue
As pessoas defendem a cidade
Com o seu próprio sangue

Derramo o olhar pelos turistas perdidos
Acho que podes considerar que eu sou de cá

Mas eu não sou daqui
Eu não sou daqui
Eu não sou daqui
Eu não sou de cá

Dos dias da semana eu escolho o Domingo
É um dia morto cheio de luz e de parva felicidade
Aquela que vem do cansaço

Entre os estados meios com gente de fora que chega em autobuses coloridos
E a modorra da baixa eu escolho o centro
Podes-me imaginar aí, no centro da cidade,
Talvez na avenida da minha liberdade

Percorro o olhar pelos turistas perdidos
Acho que podes considerar que eu sou de cá

Mas eu não sou daqui
Eu não sou daqui
Eu não sou daqui
Eu não sou de cá

Eu não sou daqui (x6)

Eu não sou de cá

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