João Alves-Carita

2012 / 28 Janeiro

Uma noite no aeroporto


Genève, a partir das 22h tem um aeroporto adormecido. Não há mais voos que partem, só alguns ainda chegam, mas sem grande azáfama…
Os balcões de check-in, outrora vivos e atolados, jazem sozinhos, às escuras… As lojas e a zona de restauração, à pinha, estava agora também ela fechada… como que a gozarem o merecido descanso para no dia seguinte recomeçarem tudo de novo às 4h da manhã.
O único sinal de aquele que tivera sido um aeroporto movimentado são as escadas rolantes, que insistem em continuar a funcionar. Algumas param e recomeçam ao mínimo sinal de movimento nas proximidades. As luzes, que também iluminavam todo o espaço lentamente são apagadas, os ecrãs desligados… restam poucas para iluminar o mínimo e poupar energia ao máximo.
Mais atentamente encontram-se vestígios de quão cosmopolita e multi-cultural a Confederação dos Estados Elvéticos, vulgo Suíça, é. Debaixo dos bancos, um grupo de jovens com os olhos em bico dormitavam até ao seu voo na manhã seguinte, nos tapetes para a bagagem de porão um casal sul-americano descansava também o corpo e a mente. Muitas outras nacionalidades se conseguiam encontrar pelo chão, uns enrolados em sacos cama, outros usavam as malas ou as pranchas e utensílios para a prática de desportos de neve como almofadas ou ‘castelos’ onde pudessem estar.
Poucos eram aqueles que vagueavam pelo gigante adormecido durante a madrugada. «Bon soir» trocavam todos aqueles que se cruzavam, nalguns casos dois dedos de conversa e depressa se saberia de onde tinham estado no país e para onde iam os viajantes.
A partir das 3h30 começam a chegar seguranças, hospedeiras e funcionários do aeroporto… lentamente o gigante também ele acorda, as luzes voltam a ligar-se, os guichets de check-in povoam-se para os primeiros voos do dia e a azáfama recomeça…
Tudo volta ao normal em Genève!

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