João Alves-Carita

2010 / 24 Agosto

Um silêncio ensurdecedor / A deafening silence


O silêncio é um tudo cheio de nada,
um ruído ensurdecedor que te fere os ouvidos;
Longe de tudo, mas perto de Ti,
todos os teus dilemas são resolvidos
Nunca um gesto, um olhar, teve tanto significado,
um sorriso cúmplice deixa transparecer
o bom que é ser amado!
A escrita é a minha primeira morada do silêncio,
a segunda irrompe do corpo,
movendo-se por detrás das palavras.
O silêncio é como extensas praias vazias onde o mar nunca chegou,
deserto onde os dedos murmuram o último ‘crime’:
Amar como Deus nos amou!
Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa,
tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas,
e com elas quero construir um templo em forma de ilha
ou de mãos disponíveis para o AMOR…
Sim, porque silêncio também é uma ilha,
sentirmo-nos rodeados de tudo mas isolados,
tendo apenas o suficiente para que não estejamos abandonados.
Acordo do silêncio…
Amanheço dolorosamente…
Escrevo aquilo que posso…
estou imóvel, a luz atravessa-me como se balas fosse.
E assim tomo uma decisão:
Hoje vou correr ao ritmo da minha solidão!
The silence is all and nothing at the same time,
a deafening noise that can hurt your ears;
Far from everything, but close to you,
all your problems are solvedNever a gesture, a look, had so much meaning,
one accomplice smile shows
how good is to be loved!

Writing is my first address of silence
the second one gets out my body,
moving behind the words.

Silence is like vast and empty beaches where the sea never arrived
desert where the fingers whisper the last ‘felony’:
To love as God loved us!

My eyes are stuck to the dark corners of the house,

trying to find a mysterious crossing of lines,
and with them I want to build a temple-shaped island
or like hands free for LOVE …Yes, because silence is also an island,
to feel surrounded by all but lonely
having just the enough for not being abandoned.

I wake up from silence …
Painfully dawns …
I write what I can…
I’m still, the light goes through me like bullets.
And so I made up my mind:
Today I will run by the rhythm of my solitude!

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