João Alves-Carita

2012 / 25 Fevereiro

The sound of music


Está em todo o lado. Marca a nossa vida, o nosso estado de espírito. Põe-nos a dançar ou a olhar pensativos pela janela do comboio. Faz-nos sorrir, mas pode provocar um misto de sentimentos que nos lembrem alturas dolorosas.
Umas mais rápidas, outras mais lentas… ritmos diferentes, objectivos iguais: fazer chegar a mensagem ao outro lado.
Para uns quanto mais ‘metal’ melhor, para outros trata-se de uma forma de contrariar o sistema e com uns beats denunciar o que está errado na sociedade. Já foi de revolução, já foi de paz. Foi eterna, hoje é mais descartável do que nunca. Os que com ela morrem tornam-se ídolos e astros de uma geração, ou de várias até. Já serviram para declarações de amor e para histórias de corações despedaçados.
Há de louvor, de júbilo e até mesmo de morte. Ecoam no metro, nos aeroportos, nos ginásios, nas igrejas. Há quem utilize instrumentos, há quem use o próprio corpo… há ainda quem use a imaginação.
Umas mais curtas, outras mais longas têm o condão de contagiar. Vezes sem conta entram no nosso subconsciente e são repetidas vezes sem conta. Uns mais afinados do que outros, todos são livres de a trautear ou de a assobiar. Com ela imaginam-se filmes, criam-se estórias, tiram-se conclusões, tomam-se decisões para a vida!
É capaz de unir gerações ou de as pôr de costas voltadas… até que se voltem a unir novamente! Graças a ela sobreviveram as rádios, as equipas de futebol são apoiadas, as Eucaristias são animadas ou histórias são contadas!
Tons, notas, acordes… todas fazem parte, mas nenhuma existe sem a outra… sons desconexos que juntos criam uma melodia, A melodia. Aquela que nos marca e que contaria uma vida… Se algumas vidas davam livros, a minha daria uma colectânea de CDs!

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