João Alves-Carita

2012 / 8 Setembro

Pedro Abrunhosa – Se eu fosse um dia o teu olhar


Frio
O mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar
Quente,
O chão
Onde te estendo
Onde te levo a razão.

Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nu, fiel
Como este vento
Que te navega na pele.

Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco mais…)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.

Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.

Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.

Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.

Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco mais…)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.

Refrão

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