João Alves-Carita

2010 / 6 Setembro

Mattia Taz Longa


Já antes tinha escrito Debaixo do Chaparro sobre a responsabilidade de sermos o “exemplo” de alguém (ver aqui). Hoje escrevo sobre o orgulho que me dá terem-me dito que sou o seu “exemplo a seguir”.

O nome dele é Mattia, um italiano de 18 anos (agora já com 19) que conheci durante o meu tempo em Taizé. Um ‘miúdo’ com a idade do meu irmão… logo, alguém com quem seria impossível manter uma conversa, quanto mais criar uma relação de amizade – tendo como base a atitude do meu irmão e a geração dele.
Não podia estar mais enganado… das pessoas que me marcaram em Taizé, o Mattia é sem dúvida uma das mais fortes marcas que trago! Só o facto de ir para Taizé com 18 anos já demonstra uma maturidade diferente, o facto de ter ido por mais do que apenas uma semana mostra uma adultez rara na geração dele.

Acabadinho de chegar de novo a Lisboa e descubro no meu Facebook uma mensagem do Mattia que passo a transcrever aqui na íntegra!

Hi…How are you? how is the come back? I should have many and many things to tell you…When i saw you the first time, i thought: “Oh God…Who is this mad???…” It was the evening with bishop, and just few minutes before sharing, you continued to speak aloud and laugh with other crazy boys of neva…But there was something of different in you from the others…Something more…Only later i understood that you were a really genius! you did your life as a work of art…yes, beacuse you are able to be deep in serious situations and to be crazy in normal situations in a great spontaneus and never ridicoulus…The demostration was when you told me about that day with the blind girl from Czech Republic…Everyday i still think it, and i remember your eyes while you were talking…And what about your text about the week in silence? I’ ve not words…Simply wonderful…I would like to read it again…Thanks for everything joao…In so few weeks you have been a teacher of life for me…

Das histórias que ele fala irei contá-las aos poucos também aqui neste ‘paraíso alentejano’. Mas enchi-me de orgulho por saber que não fui o único a ficar marcado pelo rapaz italiano de 18 anos. Ele foi sem dúvida uma das pessoas mais lindas que conheci em Taizé!
E com isto dou o braço a torcer e não tiro conclusões precipitadas das pessoas só pela sua idade… às vezes podemos ser surpreendidos…
Obrigado Mattia por seres quem és e continua assim! Vemo-nos em Milão!

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