João Alves-Carita

2009 / 4 Janeiro

Conflito israelo-palestiniano


As bandeiras israelitas e palestinianas cruzadas com a palavra PAZ escrita em Árabe (Salaam/Salam – السلام) e em Hebreu (Shalom – שלום).

A guerra israelo-palestiniana… Afinal o que é isto?

Farto-me de ler notícias sobre este conflito a oriente e vejo muitos comentários e percebo que a maioria das pessoas não sabe do que fala, não sabe o que é ao certo este conflito nem a sua origem… Sem estes dados como é possível formar uma opinião sobre ele?

Vou então tentar explicar um pouco aquilo que está em causa e a sua origem:

Por volta de 1897 com a fundação do movimento sionista (que defendia a autodeterminação do povo Judeu), alguns judeus começaram a migrar e a instalar-se na região da Palestina.

Os judeus são um dos povos do mundo que não tinham um Estado próprio, tendo sempre sofrido por isso várias perseguições, daí a criação do movimento sionista, cujo objectivo era criar na Palestina um estado judeu, numa Palestina já era habitada há séculos por uma maioria árabe.

Com o final do Império Otomano (final da I GM) a Palestina ficou sobre a alçada britânica e com o início da II GM mais judeus se refugiam na Palestina para fugirem à perseguição nazi.

Em 1947 a ONU propõe a divisão das terras da Palestina entre judeus e árabes baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberam 55% da região (a maioria do território Palestiniano seria então judeu), apesar de 60% ser constituída pelo deserto do Neguev. A população nativa árabe, por não aceitar a criação de um Estado não árabe na região, rejeitou a partilha.

Em 1948 os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel, e é a partir daqui que o conflito se amplia. Os países vizinhos (árabes) como o Egipto, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam a região que tinha sido proclamada de Estado de Israel e conseguem conquistar parte do território (a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém oriental, etc) e com estas invasões vizinhas os árabes palestinianos acabam sem território…

Nesta altura centenas de milhar de palestinianos fogem de suas casa onde poderia eclodir o conflito e refugiam-se em Gaza criando um enorme campo de refugiados (daí a luta estar “centrada”na Faixa de Gaza).

Divisão das terras da Palestina, a verde o que é agora a Palestina e a amarelo, Israel. Podem vem do lado esquerdo Gaza, onde os refugiados Palestinianos se esconderam e exigem agora voltar para as terras de onde são originários (embora já nem metade da população Palestiniana em Gaza tenha nascido de facto na Palestina)

Em 1964, os Palestinianos criam a OLP (Organização para a Libertação Palestiniana) pois queriam ver o que era desde há muito tempo seu de volta… Em 1967, novas movimentações militares contra Israel e prevendo um ataque iminente destas nações, Israel inicia a Guerra dos Seis Dias e com isso volta a conquistar as regiões da Faixa de Gaza, Monte Sinai, Colinas de Golã, Cisjordânia e Jerusalém oriental.

Em finais dos anos 70, Israel e Egipto fazem um acordo de paz e a região de Sinai é devolvida ao Egipto. Menos um problema para o estado de Israel.

Em 1982, Israel invade o Líbano numa tentativa de neutralizar os ataques realizados pela OLP a partir deste país. Em 1987 explode a Intifada (é a revolta do povo árabe palestiniano contra a presença israelita nos territórios que teoricamente seriam palestinianos).

Em 1993 com o Acordo de Paz de Oslo (que dividia o território em 3 blocos e entregava um deles a Israel, outro à Palestina e o último seria misto – Gaza) foi criada a Autoridade Palestina sob o comando de Yasser Arafat, mas os termos do acordo jamais foram cumpridos pelos palestinianos.

A partir de 2000 começou uma segunda vaga de revoltas, uma nova Intifada. Em 2001, Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro do Estado de Israel e ocupa territórios Palestinianos e dá também início à construção da cerca da Cisjordânia, para dificultar os atentados terroristas dos homens-bomba palestinianos.

Em 2006, o Hamas, um grupo fundamentalista que não reconhece a possibilidade da existência de Israel, obtém maioria dos votos nas eleições para o parlamento palestiniano, inviabilizando assim as possibilidades de paz.

E chegamos aos dias de hoje…

No fundo, a questão é bicuda, pois os judeus nunca tiveram um estado próprio e com o movimento sionista formaram-se em território Palestiniano (que a ONU decidiu dividir ao meio) e defendem que Jerusalém lhes pertence por motivos históricos e religiosos. Já os palestinianos defendem que o território já era deles e que o estado de Israel não faz sentido existir já que aquele território desde sempre foi árabe e está rodeado de árabes.

Como para mim, jornalismo é contar histórias e estórias espero que tenha conseguido contar-vos bem as duas e que a partir de hoje sejam pessoas mais conscientes daquilo que se passa à vossa volta e consigam agora criar uma opinião relativamente a este conflito.

  • obrigado Carita, graças a t estou muito mais esclarecido de toda esta problemática =D

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  • http://www.israelixo.jeeran.com/israelixo.htm

    Os territórios que os israelenses invadem e fazem massacres e assentamentos; nunca pertenceram ao atual Estado Fascista de Israel. Portanto, o que os criminosos desejam é tomar e anexar a força bruta os territórios pertencentes ao pobre e sofrido povo palestino e, para isso, os israelenses assassinam centenas de homens, mulheres e crianças inocentes.
    A Comunidade Internacional, deveria conter o estado pária de Israel, o qual se julga onipotente e acima de tudo e de todos. Pois, Israel faz o que bem entende na região; e conta com o apoio do Imperialismo estadunidense. Os imperialistas dos EUA, que cobiçam o petróleo da região; desejam mesmo que as atenções do mundo livre, sejam desviadas do que esta fazendo o estado terrorista de Israel com pobre e sofrido povo palestino. E, tudo isso para que a Comunidade Internacional não venham a condenar os genocídios e massacres que o criminoso Estado títere de Israel faz na Região.
    Os imperialistas dos EUA, que comandam genocídios por todo o mundo livre; endividam as nações livres, compram seus políticos e governos fantoches; além de apoiarem estados títeres como Israel e outros; para que fiquem realizando política de desestabilização, discórdia e desentendimentos regionais ou atos subversivos violentos e intimidadores, a serviço do insidioso sistema imperial dos EUA.

    Sites:
    http://www.israelixo.jeeran.com/israelixo.htm
    http://www.israelixo.jeeran.com/israelixo.htm

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